Santa Marofa

Devaneios, certezas e principalmente incertezas. Criado por Laura Fazoli

quinta-feira, 28 de maio de 2009

EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS.

 

Falei que estava planejando ir embora. Lavinia gritou do chuveiro:

- O que você disse?

Entrei no banheiro e puxei a cortina de plástico. Ela ensaboava o corpo.

- Tô pensando em ir embora daqui.

- Pra onde?

- Não sei ainda, talvez eu volte para São Paulo.

Lavínia passou o sabonete entre as pernas, levantou um monte de espuma. E sonho.

- O que foi, bateu saudade de casa?

- Não posso ficar aqui pra sempre. Tenho que dar um jeito na minha vida.

Ela guiou o chuveirinho para o púbis. Desfez a espuma, não o sonho.”

 

Esse é um trecho do livro do Marçal Aquino ‘Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios’. No mesmo livro:

” O AMOR É SEXUALMENTE TRANSMISSIVEL”

” O SEGREDO NÃO É DESCOBRIR O QUE AS PESSOAS ESCONDEM, E SIM O QUE ELAS MOSTRAM”

“MUJERES COMO YO NO LAS CONOCES; LAS CONTRAES”

 

E eu estou só no primeiro capítulo … foda né?

criado por lalafazoli    23:22:08 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 26 de maio de 2009

Sentindo.

UM

VISÃO

DOIS

AUDIÇÃO

TRES

OLFATO

QUATRO

TATO

CINCO

PALADAR

SEXTO (O QUE EU MAIS GOSTO)

 

INTUIÇÃO!

criado por lalafazoli    15:44:51 — Arquivado em: Sem categoria

domingo, 24 de maio de 2009

Denovo…

“coração

PARA CIMA

escrito embaixo

FRÁGIL” (Paulo Leminsky)

 

Olhando, cheirando, tateando, esperando, acalmando, apaixonando?

E há quem diga que é a melhor fase…

criado por lalafazoli    15:52:42 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A boca do céu.

“Gente, é mesmo, né? São Paulo não tem horizonte!”

“Não, não tem. É  só prédio mesmo”.

“Por isso que tem uma praça que chama Praça do Pôr-do-Sol? Porque lá dá pra ver o horizonte com sol se pondo?”

“Mais ou menos”

 

Esse foi o diálogo que tive ontem com minha amiga querida Amanda Bonan, carioca em visita à Terra da Garôa, e que conheci na Ilha de Fidel. Onde os horizontes também são limitados.

criado por lalafazoli    00:29:01 — Arquivado em: Sem categoria

domingo, 17 de maio de 2009

Eu só saio dessa cama…

“Chore seu sorriso louco, vista sua delicadeza.

Sinta seu corpo em chamas.

Em chamas.

(…)

E vamos delirar!

Diga delicadamente.

Diga pra mim o qu pega.

Não se apegue ao passado.

E vamos delirar!

(…)

Sonhe com alma clara. Faça de conta que vai tudo bem.

Eu só saio dessa cama, quando você me disser, decidida, que me ama! 

Eu só saio dessa cama, quando vocême disser, decidida, que me quer!

E me ter …

E eu quero, é, eu quero só você!

Eu decidi ficar!”

 

Essa poesia louca e do caralho é de uns caras fodas que atendem pelo nome de Cérebro Eletrônico. 

Sempre acreditei que a liberdade termina onde começa  liberdade do outro e, se todos ficarem a sua, não incomodam, não atrapalham e não enchem o saco. Naquela hora que todo mundo da balada já tá com cara de Lindsay Lohan, é melhor dar no pé. A coisa vai começar a ficar trash.

É um viadinho que se empolga na coreografia e sincronizadamente bate nas suas costas, o que acaba por fazer que você, puta da vida, mude de lugar. E olha que aquele lugar estava ótimo, não fosse o veado, que tinha como companheira de dança uma dessas moderninhas. Os dois lógico crentes que estavam na pista de Dirty Dancing e que toda a balada ia achar lindo os dois dançando muuuuito e ia aplaudir e sair dançando feliz junto. A câmera sobe com a grua e distancia da festa que continua feliz para sempre!

Hello! A vida não é filme e você não entendeu!

Acho que sensação pior que essa só quando você sente uma bunda gorda se encostando na sua. (Me desculpem, mas, quase sempre essas bundas são gordas, porque as bundinhas conseguem manter-se em volta de seu diâmetro próprio). Meta real galera! Mais um passinho para o lado.

Tudo é questão de saber se colocar. E de timing! A vida é timing!

Timing pra escolher seu canto na balada. Timing pra sacar quando um não quer e então dois ou mais não brigam. Timing pra pular fora. Timing pra pular dentro. Timing pra sacar a hora mesmo indecidida de sair da cama. Tendo ou não ouvido: ‘Eu te amo!’.

(Timing pra decidir ficar).

criado por lalafazoli    05:24:57 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Puxa…

Que coisa, não?

 

Hoje achei uma música muito legal que se chama Cecilia Ann e é do Pixies.. que coisa, né? Minha irmã acho que nem sabe da existencia do Pixies… (Guegué, vc conhece o Pixies?) e o nome dela é Ana Cecília. E, vamos combinar, que Ana Cecília não é Daniela… ou Camila … ou Angie… ou Sílvia …. ou mesmo Kátia Flávia. Mas tem uma música de pirar, com o nome da minha irmã que quase não pira…. que coisa, não?

criado por lalafazoli    02:56:04 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não é o meu, é o seu!

    Que mesas de bar guardam segredos e surpresas não é novidade. Até eu que não tenho alto teor etílico costumo ter minhas particularidades com elas. De bar em bar (afinal, quem não tem mar corre pro bar), vamos construindo amizades das mais diversas. Do manobrista do vallet que torce para o mesmo time que você e portanto em dia de vitória é dia de desconto (ainda mais se seu carro for colorado também) ao staff.

  Em uma só noite o mesmo cenário pode presenciar dois encontros completamente inesperados ambos surpreendentes. Um aniversário comemorado com um bota-fora. Os dois irmãos com amigos em comum em torno de um amontoado de vinte pessoas em forma retangular.A irmã numa ponta e o aniversariante na outra, assim poderiam atender a todos.

  Eis que o ser indesejado por uma das convidadas entra no local, cinicamente a cumprimenta deixando-a boquiaberta e em uma atmosfera com gravidade mais pesada. Passa pela irmã e segue para o aniversariante. Esta, a irmã, olha imediatamente para a pessoa em choque e se explica, tentando evitar maior constrangimento, de que o convite não partiu dela, e sim dele, do aniversariante, que está tendo um caso com a fulana.

 Desculpas e mais desculpas. Tudo bem, sem culpas, mas, com o ar pesado, os incomodados que se retirem. Bar seguinte, mas, não se preocupe, não é você, sou eu.

 Tem aquele bar que é tão sua casa que você não consegue ir para casa, por mais tarde que seja, se dar uma passadinha. Ali, os amigos começam a aparecer ainda do outro lado da rua. Chama um, chama outro. Mesa pronta. Tres amigas e o namorado de uma delas. Até que em uma olhada um pouco mais apurada…. uma reconhece um rapaz.

 Questiona para outra se não é o rapaz que ela teria flertado meses antes. A indagada jura de pé junto que não. A indagante fica com a pulga atrás da orelha. Tinha certeza que era ele. Lembrava perfeitamente. Minutos depois o rapaz se levanta e a indagante novamente diz ter certeza. Ainda com duvidas, a que deveria ser principal interessada, toma a frente da discussão e desafia a curiosa a perguntar ao moço qual o nome dele. Convite recusado. Mais uns minutinhos e o amigo do fulano é abordado ao passar pela mesa delas (e do namorado da terceira, que por ser das antigas, ouve todo tipo de abobrinha feminina).

 Comprovado beltrano era ciclano. ‘Mas nossa! Ele engordou em poucos meses!’, ‘Peguei bem, hein? Ele ficou melhor, não ficou?’. As recordações de pouco mais de uma semana de affair recordaram à  curiosa que ela reconhecera um amigo dele quando este convidou a amiga para ir à um…bar! O amigo do cara seria o blind date. Não rolou. Eram amigos de infancia. Então, como quem gosta de passado é museu, um terceiro amigo naquela noite foi apresentado e , ao que constava da memória da esquecida do flerte, a amiga havia passado momentos interessantes com seu novo date.

 Quando uma mulher conhece alguem seja lá onde for, as amigas em volta tem uma lista mental de check-up, visceral e inevitavel à qual inconscientemente o coitado passa. Cabelo assim, dente assado, roupa tal, jeito de não sei que, acho que tem pau pequeno, etc. A pessoa envolvida é dominada por uma hipnose quando se deixa levar. Sabe olfato, tato, paladar e audição. Visão é exclusivamente das amigas. Que são quem vai lembrá-la depois.

 A questinadora, preocupada com o da outra, nem lembrava de seu próprio que como fosfosol veio à memória da primeira. A grande desculpa afinal é que se beija de olhos fechados e a grande culpa, quase sempre, é da mesa de bar.

criado por lalafazoli    02:52:59 — Arquivado em: Sem categoria
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