Santa Marofa

Devaneios, certezas e principalmente incertezas. Criado por Laura Fazoli

domingo, 30 de novembro de 2008

SALVE THIAGO!

Fui no teatro depois de muito tempo de celibato (puxa, como tenho usado essa palavra ultimamente!) teatral. Pode parecer estranho, mas, esse é um sentimento que muitas vezes atinge a classe: tenho preguiça de ir ao teatro.
Sabe por que? Porque morro de medo!
Morro de medo.
Quando abrimos um guia de lazer para pesquisar as peças em cartaz, o que vemos são sempre as mesmas pessoas fazendo os mesmos papeis, sempre os mesmos títulos apelativos e de gosto intelectual, cultural e literário duvidoso (vide mulheres que vão para Marte, ‘pretchecas’ no divã ou pobres pênis infelizes) e o que talvez seja o pior: espetáculos psedo-chocantes, ou seja, gente que acredita que um palavrão e um nu frontal podem realmente causar impacto. Gratuito. Completamente gratuito.
O que me faz lembrar que essa falta de valor implícita é paga monetariamente. E bem paga.
Sou dessas que nem sempre aceita free-pass para ir ver os amigos. Prefiro pedir o dito ‘convite amigo’ que circula na classe, que e nada mais, nada menos que pagar um valor viável, coisa de cinco ou dez reais, para o espetáculo. Infelizmente esse preço é na verdade, para a produção, inviável tantas são as dificuldades.
Bom, fato é que hoje fui ao teatro. A convite da Lú. Minha amiga cultural.
Calígula.
Aliás eu só vi o Calígula. E por motivos vários: primeiro porque o personagem escrito por Camus para ele mesmo interpretar no final da década de quarenta na Argélia mas que acabou estreando com sucesso na França, é interpretado por aquele digamos assim….’parabéns’ do Thiago Lacerda.
Acompanho a carreira do Thiago com alguma distancia. Como não sou bitolada nem neocult idiota, assisto televisão normalmente. Obvio então que tenha visto o belo rapaz de muitos metros e um rostinho incrível virar de moleque Malhação a galã da novela das oito e daí a ter tomado um rumo interessante que torna inevitável a comparação com outro bonitinho (‘bem’ bonitinho) Rodrigo Santoro. Podemos dizer que as trilhas são paralelas: um no teatro, outro no cinema.
Vi este Monumento no teatro na peça ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’ e, junto com a belíssima ‘ok’ Maria Fernanda Candido arrasou e mostrou a que veio. Tem gente, como ele que dá umas ‘tacadas de sorte’ na vida. Não é novidade que Thiago fazia faculdade de administração e que se foi chamado para fazer Oficina de Atores da Globo depois de um desses ‘cursinhos’ de interpretação. Dizem que era apenas para perder a timidez.
Quando foi chamado para um teste de personagem (o da Malhação), tinha no mesmo dia uma concorrida entrevista nas etapas finais de trainee na Mastercard. Não foi. Sorte nossa.
E depois disso, abraçou a causa. Não quis ser o bonitinho da TV. Foi atrás. Batalhou e hoje pode-se dizer que seu talento é quase do tamanho de sua envergadura. Vai chegar lá. Fácil fácil.
O mesmo personagem que vi Thiago interpretando com vontade e uma energia incrível no melhor estilo ‘carregar o espetáculo’, foi feito anos atrás por Edson Celulari.
No elenco estavam nomes como a também excepcional Magali Bif que tem décadas de palco e que no programa da peça aparece como ‘atriz profissional formada pela EAD’! (Afff). No entanto só mostra que realmente é ela no segundo ato. Pelo menos no dia de hoje a Magali Biff que eu conheci em Avenida Dropsie só chegou no segundo ato, antes era outra coisa.
Infelizmente Paschoal da Conceição não chegou. Com certeza não deixaram ele vir. Qualquer outro careca poderia estar ali. Assim como os demais atores não comparecem. Em nada. Discursos verborrágicos sem intenção. Intenção zero. Declamação. De-cla-ma-ção. Esquema ‘bocejo de plateia’.
Houve ator até que nitidamente ‘perdeu’ seus adereços nas coxias e entrou atrasado no palco na cena seguinte deixando-o sem rumo e com a cabeça no mundo da lua. Mas não na de Calígula. Talvez em uma das tantas luas de Saturno.Ou é Netuno que tem nove luas? Bom sei lá… em alguma lua por aí…
Esse mesmo estava tão preocupado em ar-ti-cu-lar bem as palavras e ‘pro-je-tar’ bem a voz que senti vontade de lhe dar nota. Que nem em escola de teatro que se faz pecinha de semestre e que o professor lembra os aluninhos antes do inicio ‘lembrem de falar alto, hein! Lembrem que a vovó surda da última fileira tem que ouvir, hein’.
Nestas participações, se destaca um: Ando Camargo, que mostrou a todos o que Stanislavski já dizia: ‘Fulano de tal não é bom ator suficiente para aquele pequeno personagem’. Ando se sobressai. Sabe aproveitar o pequeno (que não é tão pequeno assim) personagem e ‘tomar para si’ a situação fugindo dos discursos retos e monotônicos (viu de onde veio a palavra ‘monótono’?) que nos causam sono como um mantra.
Quanto ao texto não há o que se dizer. Pois se não fere aos ouvidos simplesmente, cumpriu seu papel. Quanto a transmissão de sua mensagem, dependemos mais do aparelho do que da fonte. Quando esse aparelho era bom, com freqüência modulada, acontecia o teatro, quando não, era simplesmente um texto. Não adianta dar excelentes textos na mão de atores ou transmissores medíocres. Tanto Walderez de Barros como Ricardo Macchi (‘Te amo Dara’, lembra?) interpretaram textos de Glória Perez. Vai culpar o autor?
Os cenários assinados por JC Serroni são muito bonitos, mas, mal aproveitados. Transcrições em Frances (!!) ficam soltas já que a historia se passa em Roma. Indiferente quanto ao fato de o original ser neste idioma. Estamos no Brasil, o espetáculo por nenhum momento sequer faz menção à França e não são todos os espectadores que tem a referencia de autor e das origens deste.
A trilha sonora é bem elaborada. Daniel Maia que tem crescido bastante no cenário de trilhas em espetáculos tem cada vez mais acertado a mão. Fora um aparte, que, sinceramente, não acredito ter sido seu o palpite: um final ‘triunfal’ com ‘Je Ne regret des riens’ cantado provavelmente por Cássia Eller. Mais uma referencia francesa? Então porque não Piaf?
Alias, porque essa musica?
Isso sim foi brega. Ilustrativo. Desnecessário. Diminuiu o cérebro dos espectadores. (Para quem não sabe, ‘Je´ne regret des riens’ em Frances quer dizer ‘Eu não me arrependo de nada’)
Ah, só para explicar, o espetáculo é dirigido por Gabriel Villela. Entendeu?

criado por lalafazoli    18:04:21 — Arquivado em: Sem categoria

sábado, 29 de novembro de 2008

TER OU NÃO TER NAMORADO

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA.

PS: O texto infelizmente não é meu… É do Arthur Távola. Mas eu estou sem namorado….e prefiro ter….do que não ter….

criado por lalafazoli    17:15:34 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 18 de novembro de 2008

The question is: Who cares?

http://www.youtube.com/watch?v=QTXyXuqfBLA

criado por lalafazoli    17:14:19 — Arquivado em: Sem categoria

LAURACENTRISMO - Use com moderação

Na teoria de Mega, Lauracentrismo é acreditar que tudo gira em torno de Laura. Ana Laura. Fazoli. Nenhuma outra.
Não acho esquivo. Ou então, o que seria da vida se ela não girasse em torno de quem a faz? Sim, porque vamos combinar, se você não é protagonista da sua trajetória, quem é então? (Sabe qual é o cúmulo do cooperativismo? Ser figurante da própria vida em função do grupo! Hahaha)
Pelo menos na sua vida você tem que ser a pessoa mais importante. Ou estou errada? Um mínimo de amor próprio, né?
Lauracentrismo é ter cinco minutos e querer ir embora, é não dar voltas para dizer que está com sono e que sim, tá indo nessa e quem quiser carona que venha agora e, ao mesmo tempo topar levar o cara da Augusta para o Brooklin feliz e voltar pra casa na mesma hora que os que ficaram. Ser Lauracêntrica é dizer: ‘tem certeza?’ quando ouve uma informação equivocada (de algum ou alguma querida tendo a absoluta certeza que a pessoa está falando bobagem, porque sim, eu li) e em seguida cochichar: Que burro!
Nesta teoria bastante intensa é fator básico saber onde é a Pinacoteca, ver filmes no Cinesesc, comer temaki no Yoi! de madrugada depois da balada, dançar até cair no Astronete, surtar até cair no Kiaora e encher a cara de sorvete na Hageen Daz da Vilaboim. Os praticantes de Lauracentrismo ouvem ‘Last Night’ do Strokes aos berros no Wander Prata, cantam ‘I Try’ da Macy Gray no transito da Sumaré e sobem a rampa da garagem do prédio ouvindo ‘Rehab’ da Amy ou ‘Fly me to the moon’ de Sinatra e Tom Jobim.
Viver o Lauracentrismo é isso: é ser tudo e nem sempre ser tudo assim. É ser streight com direito a curvas, é querer perto e livre. É ser grande e ser leve.

PS; Uma das praticantes mais assíduas do Lauracentrismo, a teoria irmã e também vigorosa Rafacentrismo entrou na linha hoje direto de Madrid. Minha cuca-dura preferida, via celular, me faz ver o que nossos antepassados já sabiam: o mundo não é plano! Tanto lá como aqui as preocupações são as mesmas, as buscas são as mesmas e até as amigas são as mesmas (né Marina Schchchchcmidt!). As voltas são de 360º.

criado por lalafazoli    16:23:54 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Estrômbio!

Vódega com abacaxi é um veneno. Não me cai bem de jeito nenhum!

Sempre passo mal com abacaxi!

criado por lalafazoli    23:43:59 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CONTROLE DE ESFINCTERES!

Gente, na boa…

Eu fico impressionada com essa questão de banheiros em geral. Que espécie de incontinência ocorre nas pessoas, que não se aguentam por algumas horinhas!
Há tempos que venho reparando nisso. Primeiro na escola. Impressionante. Aquela molecada não pode esperar um instante. Ainda os menorzinhos, até tudo bem, vai… mas garotada de 7, 8 anos, aí é foda, né …
Pior é que se não vai no banheiro, chora, dá piti, vai contar pra mãe que na escola ‘nunca pode usar o banheiro’, aí a mãe vai lá encher a paciência e saber porque o santo não pode ir no reservado. Ai Cacilda Becker!
Outro é em ambientes públicos. Tipo shopping. Não é um xixizinho rápido não! Juro que já vi neguinha secando cabelo naqueles (inúteis) secadores de mãos, sabe? Juro!
E na balada então. Pode-se dizer que o estado do WC diz o naipe da balada. No bom sentido. Banheiro muito sujo com uma tiazinha coitada tentando manter a ordem: balada boa. Banheiro limpíssimo e vazio: cai fora que tá miado.
Agora, o que mais me choca e aí eu vejo que este não é um fenômeno de bebedeira e de criança pentelha, é banheiro de ônibus e avião. Galera, só pra avisar, esses banheiros são hiper improvisados e para casos de extrema urgência.
Imagine que estamos falando de um recipiente um pouco (mas pouco mesmo) mais evoluido que uma bacia. Sim, uma bacia. O detalhe é que um monte de gente desconhecida vai lá, deposita suas bacterias e se bobear, nem se sujeita a jogar aquela aguinha, vulgo descarga, para que tudo vá para o mesmo lugar.
Ficou com nojo? Então, ainda completo que nesses casos toda essa meleca fica presa por horas e horas junto com você, pois afinal, não circula, ou já existe rede de esgoto para ônibus e avião?
Tá vomitando? Segura essa então, no caso de ônibus estamos falando de você mais até 40 pessoas e no caso de avião, você mais até umas mil pessoas.
Aí, eu por exemplo e outras pessoas que quando viajam de ônibus têm que ir nas últimas poltronas para não ver o que o motorista tá fazendo (faço isso desde que conversei com um motorista de ônibus e ele comentou que é normal o condutor ficar sonolento, então, eles estão instruidos a descer do veículo e bater nos pneus ou dar uma corrida para acordar, principalmente nas viagens noturnas enquanto todos dormem….) sofrem com portas que abrem e fecham o tempo inteiro (aliás, elas são dificeis de abrir e fechar propositalmente), pessoas que acordam a gente para perguntar se tem alguém no banheiro (sim! isso acontece! e como é que eu vou saber, se eu estava dormindo?). Quem vai nas últimas poltronas se sente praticamente um ‘Balcão de Informações do Banheiro’.
Voltando do Rio na última segunda feira, um caso típico. Faltavam ainda uns dez minutos para o ônibus sair. Um senhor, não tão senhor assim, com aquela barriga típica e alguns fios de cabelo faltando, entrou no ônibus e imediatamente se dirigiu ao banheiro.
Minha vontade na hora foi falar: - Vem cá meu senhor! Não te ensinaram que esse banheiro é de emergência? Se liga! Num tem banheiro em casa? O ônibus tá parado, ou vai na Rodoviária ou espera a Parada! Sua mãe nunca falou antes de sair de casa se já tinha feito xixi e pegado o casaco?
Acho uma tremenda falta de educação. Parece que viaja de ônibus e de aviâo só pra ir no banheiro.
Banheiro tem que usar é em casa! Cada um com seus micróbios pelo amor de Deus! Ou pelo menos que haja uma interação bacteriana com quem você escolhe para trocar seus bichinhos e não com desconhecidos que compraram o ‘ticke’ pra compartilharem algumas horas com você sem nenhuma opção de aceitação ou reclusa.
Só pra terminar, esse senhor, que não e o único a fazer isso, só nesse trecho Rio-Sampa foram umas 3 pessoas, foi no banheiro mais de 4 vezes. E nem o constrangimento de ter que olhar pra minha cara toda hora o fez mudar de idéia. Ah! Piriri que não era porquê toda essa galera, eu vi, na Parada do ônibus em um Graal (que é adjetivo de bons banheiros na estrada, né Heitor!) não foi ao sanitário!
Vamos controlar os esfincteres!

criado por lalafazoli    03:04:56 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 22 de julho de 2008

ITS GONNA BE ALL RIGHT – O KIKE NA OCA

Necessitada de uma marofada!

Se liga na sequência: Feijoada, Criança, Balada boa com sono melhor, Igreja Evangelica, Carro arrombado, Perder a câmera da melhor amiga, Sex and The City graças a Deus!

Tudo isso em inacreditáveis 48 horas e um pouco…

O sábado começou bem, eu, a Rafa e o Rodrigo e a Paulinha fomos comer uma feijoada num boteco bem legalzinho na Vila Mari, o Genuino. Tudo ótimo incluindo o samba das antigas que um grupo de vovôs (sim, de cabelos bem branquinhos) fazia com violão de sete cordas!

Sai de lá e Kike na Oca. Ele aguentou bem a exposição sobre Bossa Nova.

- Bossa Nova?
- É Henrique, aquela da ‘coisa mais linda mais cheia de graça’ e do ‘barquinho’.
- Ah! Mas quem ganhou o jogo? - isso é o Kike: futebol, futebol e mais futebol. E Pietra sua primeira paixonite depois dela ter beijado todos os meninos da classe e da professora ter explicado que nem todos gostavam. Mas o Kike gostou e gamou.

Ao descobrir que só ele da turma tinha voltado de viagem de férias ficou deprimidíssimo no alto de seus quase 5 anos. A festa de 5 anos aliás, vai ter mágico. Ele vai ser o assistente. Mas, para assistente do assistente… Pietra!

Bom, voltado ao ‘barquinho’ e a ‘coisa mais linda’, ele aguentou bem a exposição. Segurou a onda por quase 1 hora quando preferiu ir jogar futebol nas pedrinhas do lado de fora ‘até de noite’. Achei que era mesmo melhor depois de lhe mostrar uma foto do Pelé e do Garrincha na Copa de 62 e perguntar:

- Quem é? - Apontando pro Pelé
- O Robinho! - Respondeu.
- Que Robinho moleque! Esse é o Pelé! E esse aqui? - apontando pro Garrincha…
- Kaká! - Pensei: Tá bem, hein Seu Garrincha …

(tem mais …)

criado por lalafazoli    02:34:01 — Arquivado em: Sem categoria

IT´S GONNA BE ALLRIGHT – CARROSSEL

De noite sai com a Carol Chaves queridíssima. Fomos ao Grazie. Carol cinderela (todas elas são) de cara quebrada e Laura Tenaz colando os caquinhos. Melhor remédio que ‘carrossel, gira e volta ao mesmo lugar, procuro e sei que vou encontrar,..’ Banda Black Rio não há!

Uma sinusite filha da mãe não me deixou respirar a semana inteira. Inteira! Fomos pra balada, retificando, eu, Carol e o Rinossoro! Que a uma certa altura já não fazia mais efeito, o que me causou uma sequencia de espirros e os olhos inchados suficientes para a Carol falar:

"Vamos nessa!" antes das 2h da manhã.

OK, melhor assim. Durmi bem. Acordei respirando um pouco mais. Tudo menos verde.

(segue …)

criado por lalafazoli    02:31:30 — Arquivado em: Sem categoria

IT´S GONNA BE ALLRIGHT – O DOMINGO DO SENHOR

Estava sossegada mas sempre em busca quando o Mr. P call me. OOOhh!!! Atendo como se este telefonem fosse usual:

- Alô!
- Lau? É o P …
- P…? - Me faço de desentendida - Ah! P…! Tudo bem contigo?
- Tudo certinho! Então, tava pensando o que você vai fazer hoje?
- Não sei … tô sussa. - Respondo na verdade rezando para que ele me faça aquele convite.
- Então, tive pensando, assim, que a gente nem tem falado muito sobre o assunto, né …
- Assunto… - Respondo torcendo para que seja aquele assunto.
- É.. hehehe … sobre espiritualidade.
- ESPIRITUALIDADE??? - Respondo disfarçando minha indignação.

Para encurtar a história, ele me convidou para ir na Igreja dele. Quer saber qual? BOLA DE NEVE CHURCH!! Primeira coisa que eu pensei foi: calma, se controla, o P. é um querido tem bom coração e tem bom … deixa.

Por um segundo me passaram na cabeça todas aquelas vezes que eu me martirizo por uma relação não dar certo, por eu ser tão radical e não aceitar os outros. Não ser flexivel. Não são todos que lêem Kant e daí?

Topei. Totalmente não querendo ir, mas pensei que depois … deixa.

Completamente escondida da TFP, com quem me deparo na porta do local lotado por fiéis (e infiéis tenho certeza, porque com aquele cabelo, não dá!) antes mesmo de achar o P? A filha da Neuzinha! (Pra quem não sabe, a Neuzinha cozinha na minha casa há anos!).

A vi vindo em minha direção e virei a cara literalmente depois de um período breve de choque.

Virei a cara e dei com P me aguardando. Fofo e com um sorriso enorme.

Me olhou e disse:

- Que bom que você veio! - e me deu aquelas beliscadinhas de tia na bochecha, sabe?

Nessa hora pensei que tinha feito a coisa certa. Tá vendo que cara bacana! E ele é mesmo! E depois quem sabe … deixa.

Eu, uma legítima Campos Soares de Carvalho adentrava aquele templo de Jesus. Meu Deus!

Já que estava lá, fiz de tudo para livrar minha alma das amarras mundanas e deixar o espírito livre para novas experiências. No começo funcionou. Fato. Tinha um cara bem bacana falando coisas que acontecem realmente na vida da gente. A diferença de padres e afins é que esse cara, é um ‘cara’ e ele fala português bem claro.

E o povo entende. E se identifica. E acredita.

Dessa vez não rolou aquela história do tipo: ‘dê tudo que você tem, dê seu salário, sua casa, etc’. Foi bem tranquilo.

Mais ou menos 50 minutos depois a coisa começou a me irritar. uns e outros começaram com uns ‘Aleluia irmão!’ além da conta. Com uns ‘Amém!’ a mais e derrepente eu já estava com minhas antigas convicções do tipo: ‘Cê é burro?’

Louca, louca para ir embora e o P. orando… graças a Jesus que ele não é exaltado, ficou na dele! Aleluia irmão! Glória a Deus!

Quatro horas depois, eu disse, 4 longuíssimas horas depois… (eu desisti da Igreja Católica por 1 hora! … e otras cozitas más) eis que acaba! Ufa! Pensei que não fosse acabar nunca!

P. me olhava sempre com um sorrisinho do tipo ‘que bom que você está aqui’ e era o que me fazia permanecer. Essa é uma daquelas coisas simples que fazem o outro feliz. E que na verdade pra mim não custou muito, vai. Foi simples, mas foi extraordinário saber que eu tenho esse nível de importancia para uma pessoa que eu julgava só querer …

Meus planos para o ‘after God party’ não foram pra frente. Saimos em direção ao meu carro, pensei que fosse, mas, em cima do lance ele me disse que o irmão (de sangue … hehehe) iria buscá-lo. Me ofereci para levá-lo ao ponto de encontro e fomos. Ali nos despedimos com um delicioso…

- Adorei que você veio! Fiquei super feliz!

Quer mais? Na boa né … Se eu estivesse disponível como eu quero estar fato que estaria com ele.

(Güenta as pontas e vá em frente …)

criado por lalafazoli    02:30:19 — Arquivado em: Sem categoria

IT´S GONNA BE ALLRIGHT - SE O WANDER FALASSE …

Voltei pra casa. Ah! Antes um telefonema para saber se lembraram de deixar algo para eu comer. Negativa confirmada, corri para coxinha na

Dona Deola! Fechada! Então parti para a CPL! Fechada! Fui cair na Bella Paulista. Ok. Comprei uns frios e uns paezinhos.

Parei o Wander Prata, meu Gol (porque Golzinho é o dos outros), como sempre na porta do meu prédio, do outro lado da rua de frente para o primeiro portão da Praça Buenos Ayres na Rua Alagoas. Como sempre.

Aqui no bairro todo mundo conhece os carros do Professor, no caso, meu pai. O Gurgel do Professor é um clássico sempre à frente da Banca do Carlos. Todo mundo sabe. O finado Monza teve até missa de 7o. dia por parte do baixo escalão das redondezas e o Professor liderando ateu, é claro. Wander ficou sem-teto quando a Reforma Agrária caiu sobre suas rodas de forma brutal.

Um enorme capitalista troglodita colarinho Amarelo e seu antecessor de colarinho Branco dominaram as vagas da garagem com um novato aí.

Então Wander, sempre na oposição, ganhou as ruas.

Com ela, cicatrizes vorazes em sua lataria prateada, uma lanterna apedrejada e suas portas arregaçadas. Porém Wander mantinha a dignidade e não deixava que nada invadisse seu interior.

Nessa noite, depois de muitos louva deuses, Wander foi covardemente estuprado. Teve seus membros dianteiros arreganhados. Dilacerados. De seu âmago levaram seu cérebro eletrônico, aquele que dizia o que sente. O som dos bandolins. For whom the bell tolls.

Bagunçaram suas viceras e nada ficou intacto.

No automatismo do dia-a-dia, indo as 8h30 para umas reunião às 8h, percebi seu estado somente depois de depositar-lhe meus afazeres do dia-a-dia no membro traseiro com todo respeito. Ali, no que acabava de despejar-lhe, estavam pastas e mais pastas de contas, pasta com documentos meus, meu note, minha câmerazinha de fotografar 3.2 MP e… uma Nikkon manual que a Rafa me emprestou a quase um ano que eu durante todo esse tempo tratei-a melhor que as minhas.

Sempre em cima da mesa de vidro do meu quarto. Uma das poucas coisas facilmente visíveis na minha Bagdad particular.

Há uma semana mais ou menos, sua dona a requisitou. Queria tirar umas ‘chapas’ da cidade maravilhosa, para onde tem ido sempre. Respondi-lhe prontamente que óbvio que sim, quando quisesse, mas, que deixasse eu levar na Conselheiro Crispiniano, conhecida ‘boca’ de fotógrafos e profissionais desta arte, para limpar as lentes e assim devolver-lhe nova.

Essa era a idéia.

Depois de deparar-me com o Wander WTC Total, peguei as coisas que tinha colocado nele e, com a bolsa nos ombros e falando com minha mãe ao celular (esta havia acabado de partir em viagem), um mendigo conhecido aqui do bairro começou a falar alto comigo. Tranquilo, fui apenas sair de perto. Atravessei a rua voltando para o prédio a fim de pedir as chaves do Casper, o Golzinho da minha mãe (os outros tem ‘uns’ Golzinhos aí, o da minha mãe é ‘o’ Golzinho, todo completinho, lindinho, só falta motor).

Parei ainda na porta para falar com a Mônica, minha vizinha que estava saindo com o filho de carro. Entrei no prédio e fiquei sabendo que meu irmão tinha saido com o Mother´s Goalzinho. Fiquei sabendo mais: nenhum outro carro estava em casa, que não fosse o Gurgel.

Lembrei então da minha hérnia lombar. E do ‘bico-de-papagaio’. E do nódulo na 9a. cervical. E imediatamente dos bancos do Gurgel. Banquinho de pesca é mais confortável…

Enfim, tinha que ser.

(segura aí!)

criado por lalafazoli    02:27:28 — Arquivado em: Sem categoria
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