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	<title>Santa Marofa</title>
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	<description>Devaneios, certezas e principalmente incertezas. Criado por Laura Fazoli</description>
	<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 05:15:40 +0000</pubDate>
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		<title>Você quer Marambaia?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 06:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Neste feriado de Dia dos Namorados tive uma experiência interessante. Uma experiência extremamente sensual. Com duas mulheres. Duas entidades santificadas daquelas que se deve fazer reverência.
Não era de hoje minha vontade de assistir o show de Maria Bethânia e Omara Portuondo. Eis que ao chegar na locadora há umas duas semanas imediatamente levei-as para casa, e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste feriado de Dia dos Namorados tive uma experiência interessante. Uma experiência extremamente sensual. Com duas mulheres. Duas entidades santificadas daquelas que se deve fazer reverência.</p>
<p>Não era de hoje minha vontade de assistir o show de Maria Bethânia e Omara Portuondo. Eis que ao chegar na locadora há umas duas semanas imediatamente levei-as para casa, e, junto com minha avó, quase nonagenária como Omara, encantamo-nos com essas moças.</p>
<p>Algo indescritível acontece além de uma banda impecável e duas cantoras de renome. Há uma energia em torno de Maria Bethânia que emana uma enorme luz deixando a nós meros e mortais espectadores como se em transe. Em um nível elevado. Bethânia não é só uma cantora. Bethânia é inteira, é intensa é simples e canta como se estivesse passando uma receita de bolo para a prima.</p>
<p>Me lembro que quando pequena eu não gostava dela. Meu pai tinha um disco (LP!!) com a foto dela no famoso show do Teatro Opinião em meados de 1960, quando a irmã de Caetano foi convidada para substituir Nara Leão. Ela havia sido vista cantando em Salvador, para onde se mudou com o irmão e, o mesmo a acompanhou (como condição imposta pelos pais) ao Rio de Janeiro para uma pequena temporada no teatro de bolso do Centro Popular de Cultura da UNE comandado pelo Vianinha. Ou seja, embora muitos pensem ao contrário, na verdade, Caetano é que é o &#8216;irmão de Bethânia&#8217; . Ela veio antes dele mesmo sendo caçula.</p>
<p>Mas voltando à foto, ela aparecia à frente de Zé Ketti com a expressão muito firme, os cabelos bem divididos e presos em coque. No interior do disco, ela cantava muito brava uma musica que diz: &#8216;Carcará, pega, mata e come&#8217;. Na minha cabeça de criança ela era praticamente o &#8216;homem do saco&#8217;, ou o &#8216;bicho-papão&#8217; com essa coisa de &#8216;pega, mata e come&#8217;.</p>
<p>Então no final dos ans 80 ela fez um show que eu não fui, mas, minha mãe foi e me deu o CD, onde declamava Fernando Pessoa e cantava a musica do Dom Quixote:</p>
<p>&#8216; Sonhar, mas um sonho impossível / Lutar, quando é fácil ceder / Vencer, o inimigo invencível / Negar, quando a regra é ceder / Sofrer, a tortura implacável / Romper, a incabivel prisão / Voar, num limite improvavel / Tocar, o inacessível chão./ É minha lei, é minha questão / Virar esse mundo, pisar esse chão / Não me importa saber se é terrível demais / Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz / Se amanhã esse chão que beijei for meu leito e perdão / Vou saber se valeu delirar e morrer de paixão / E ASSIM, SEJA LÁ COMO FOR / VAI TER FIM A INFINITA AFLIÇÃO / E O MUNDO VAI VER UMA FLOR / BROTAR / DO IMPOSSÍVEL / CHÃO&#8217;.</p>
<p>Bethânia passou de carcará ao romântico herói de Cervantes, sem perder a força do primeiro, somando a sensibilidade do segundo.</p>
<p>O tempo passou e minha trajetória de vida e arte me mostravam cada vez mais a grandiosidade dessa filha de Dona Canô. Encontrei nessa breve estrada uma pessoa que dividiu durante certo tempo essa paixão comigo. Uma grande amiga: Mônica Dranger. Juntas fomos ao delírio no Credicard Hall quando compramos os últimos igressos na última fileira do último andar para assisti-la com sua conterrânea contemporânea Gal Costa. Desculpe Gal. Mas a &#8216;Força Estranha&#8217; de Bethânia bate mais forte. &#8220;Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo (&#8230;) por isso uma força, me leva a cantar. Por isso uma força estranha, no ar. Por isso eu canto, não posso parar. Por isso essa voz tamanha&#8221;.</p>
<p>Não era a primeira vez que ela interpretava musicas do Rei Roberto. Afinal, algumas das canções dele só servem nos pulmões dela. Há inclusive aquelas músicas que já nao são mais do Rei, são daquela que ele mesmo chama de &#8216;minha rainha&#8217;. Fera Ferida, As Canções que Você Fez Pra Mim, Costumes.</p>
<p>Essa é Maria Bethânia. E realmente ela e sua turma (Caetano, Gil, etc) é Brasil como Omara e sua turma (Buena Vista Social Club) são Cuba.</p>
<p>Omara, Bethânia, Compay, Tom, Ibrahim, João. Célia Cruz é Sério Mendes. Há pouco tempo assisti o documentário &#8216;A bandeira que canta&#8217; sobre vida e obra de Célia Cruz que não pode voltar à Cuba comunista depois da revolução tendo feito carreira nos Estados Unidos e difundido assim a música cubana pelo mundo. Para muitos, Célia é Cuba. Enganan-se, Célia é internacional. Tem costumes e linguagem norte-americanos. Omara não. Omara é Cuba. Omara ficou.</p>
<p>A enorme semelhança de temas nas canções interpretadas emocionam a ambas e à platéia que não exita em ovacionar. Não se sabe se estamos na realidade caribenha ou sulista. A latinidade prevalece.</p>
<p>Dona Omara termina o grande espetáculo perguntando para sua partner se quer &#8216;Marambaia&#8217;. Nitidamente essa cubana que foi calada por anos e depois serviu de propaganda para o mesmo governo, se divertiu com a modinha. E foi desse jeito:</p>
<p>&#8216;Eu tenho uma casinha lá na Marambaia, fica na beira da praia só vendo que beleza. Tenho uma trepadeira que na primavera, fica toda florescida de brincos de princesa. Quando chega o verão, eu sento na varanda, pego meu violão e começo a cantar. E o meu moreno que está sempre bem disposto senta ao meu lado e começa a cantar.</p>
<p>Quando chega a tarde, um bando de andorinhas voa em revoada fazendo o verão. E lá na mata o sabiá gorgeia linda melodia pra alegrar meu coração. As seis horas o sino da capela toca as badaladas da Ave Maria. A lua nasce por detrás da serra anunciando que o dia acabou&#8217;.</p>
<p>Se eu soubesse que o &#8216;carcará&#8217; - &#8216;homem do saco&#8217; era Bethânia, eu, ao contrário das outras crianças, ia aprontar muito mais e nem dormiria para que ela viesse me buscar.</p>
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		<title>EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 02:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Falei que estava planejando ir embora. Lavinia gritou do chuveiro:
- O que você disse?
Entrei no banheiro e puxei a cortina de plástico. Ela ensaboava o corpo.
- Tô pensando em ir embora daqui.
- Pra onde?
- Não sei ainda, talvez eu volte para São Paulo.
Lavínia passou o sabonete entre as pernas, levantou um monte de espuma. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: center">Falei que estava planejando ir embora. Lavinia gritou do chuveiro:</p>
<p style="text-align: center">- O que você disse?</p>
<p style="text-align: center">Entrei no banheiro e puxei a cortina de plástico. Ela ensaboava o corpo.</p>
<p style="text-align: center">- Tô pensando em ir embora daqui.</p>
<p style="text-align: center">- Pra onde?</p>
<p style="text-align: center">- Não sei ainda, talvez eu volte para São Paulo.</p>
<p style="text-align: center">Lavínia passou o sabonete entre as pernas, levantou um monte de espuma. E sonho.</p>
<p style="text-align: center">- O que foi, bateu saudade de casa?</p>
<p style="text-align: center">- Não posso ficar aqui pra sempre. Tenho que dar um jeito na minha vida.</p>
<p style="text-align: center">Ela guiou o chuveirinho para o púbis. Desfez a espuma, não o sonho.&#8221;</p>
<p style="text-align: center"> </p>
<p style="text-align: left">Esse é um trecho do livro do Marçal Aquino &#8216;Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios&#8217;. No mesmo livro:</p>
<p style="text-align: center">&#8221; O AMOR É SEXUALMENTE TRANSMISSIVEL&#8221;</p>
<p style="text-align: center">&#8221; O SEGREDO NÃO É DESCOBRIR O QUE AS PESSOAS ESCONDEM, E SIM O QUE ELAS MOSTRAM&#8221;</p>
<p style="text-align: center">&#8220;MUJERES COMO YO NO LAS CONOCES; LAS CONTRAES&#8221;</p>
<p style="text-align: center"> </p>
<p style="text-align: left">E eu estou só no primeiro capítulo &#8230; foda né?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sentindo.</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/26/sentindo/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 18:44:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[UM
VISÃO
DOIS
AUDIÇÃO
TRES
OLFATO
QUATRO
TATO
CINCO
PALADAR
SEXTO (O QUE EU MAIS GOSTO)
 
INTUIÇÃO!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UM</p>
<p>VISÃO</p>
<p>DOIS</p>
<p>AUDIÇÃO</p>
<p>TRES</p>
<p>OLFATO</p>
<p>QUATRO</p>
<p>TATO</p>
<p>CINCO</p>
<p>PALADAR</p>
<p>SEXTO (O QUE EU MAIS GOSTO)</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center"><strong>INTUIÇÃO!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Denovo&#8230;</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/24/denovo/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;coração
PARA CIMA
escrito embaixo
FRÁGIL&#8221; (Paulo Leminsky)
 
Olhando, cheirando, tateando, esperando, acalmando, apaixonando?
E há quem diga que é a melhor fase&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;coração</p>
<p>PARA CIMA</p>
<p>escrito embaixo</p>
<p>FRÁGIL&#8221; (<em>Paulo Leminsky</em>)</p>
<p> </p>
<p>Olhando, cheirando, tateando, esperando, acalmando, apaixonando?</p>
<p>E há quem diga que é a melhor fase&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A boca do céu.</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/18/a-boca-do-ceu/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 03:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Gente, é mesmo, né? São Paulo não tem horizonte!&#8221;
&#8220;Não, não tem. É  só prédio mesmo&#8221;.
&#8220;Por isso que tem uma praça que chama Praça do Pôr-do-Sol? Porque lá dá pra ver o horizonte com sol se pondo?&#8221;
&#8220;Mais ou menos&#8221;
 
Esse foi o diálogo que tive ontem com minha amiga querida Amanda Bonan, carioca em visita à Terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Gente, é mesmo, né? São Paulo não tem horizonte!&#8221;</p>
<p>&#8220;Não, não tem. É  só prédio mesmo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Por isso que tem uma praça que chama Praça do Pôr-do-Sol? Porque lá dá pra ver o horizonte com sol se pondo?&#8221;</p>
<p>&#8220;Mais ou menos&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Esse foi o diálogo que tive ontem com minha amiga querida Amanda Bonan, carioca em visita à Terra da Garôa, e que conheci na Ilha de Fidel. Onde os horizontes também são limitados.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Eu só saio dessa cama&#8230;</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/17/eu-so-saio-dessa-cama/</link>
		<comments>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/17/eu-so-saio-dessa-cama/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 May 2009 08:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Chore seu sorriso louco, vista sua delicadeza.
Sinta seu corpo em chamas.
Em chamas.
(&#8230;)
E vamos delirar!
Diga delicadamente.
Diga pra mim o qu pega.
Não se apegue ao passado.
E vamos delirar!
(&#8230;)
Sonhe com alma clara. Faça de conta que vai tudo bem.
Eu só saio dessa cama, quando você me disser, decidida, que me ama! 
Eu só saio dessa cama, quando vocême disser, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Chore seu sorriso louco, vista sua delicadeza.</p>
<p>Sinta seu corpo em chamas.</p>
<p>Em chamas.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>E vamos delirar!</p>
<p>Diga delicadamente.</p>
<p>Diga pra mim o qu pega.</p>
<p>Não se apegue ao passado.</p>
<p>E vamos delirar!</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Sonhe com alma clara. Faça de conta que vai tudo bem.</p>
<p>Eu só saio dessa cama, quando você me disser, decidida, que me ama! </p>
<p>Eu só saio dessa cama, quando vocême disser, decidida, que me quer!</p>
<p>E me ter &#8230;</p>
<p>E eu quero, é, eu quero só você!</p>
<p>Eu decidi ficar!&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Essa poesia louca e do caralho é de uns caras fodas que atendem pelo nome de Cérebro Eletrônico. </p>
<p>Sempre acreditei que a liberdade termina onde começa  liberdade do outro e, se todos ficarem a sua, não incomodam, não atrapalham e não enchem o saco. Naquela hora que todo mundo da balada já tá com cara de Lindsay Lohan, é melhor dar no pé. A coisa vai começar a ficar trash.</p>
<p>É um viadinho que se empolga na coreografia e sincronizadamente bate nas suas costas, o que acaba por fazer que você, puta da vida, mude de lugar. E olha que aquele lugar estava ótimo, não fosse o veado, que tinha como companheira de dança uma dessas moderninhas. Os dois lógico crentes que estavam na pista de Dirty Dancing e que toda a balada ia achar lindo os dois dançando muuuuito e ia aplaudir e sair dançando feliz junto. A câmera sobe com a grua e distancia da festa que continua feliz para sempre!</p>
<p>Hello! A vida não é filme e você não entendeu!</p>
<p>Acho que sensação pior que essa só quando você sente uma bunda gorda se encostando na sua. (Me desculpem, mas, quase sempre essas bundas são gordas, porque as bundinhas conseguem manter-se em volta de seu diâmetro próprio). Meta real galera! Mais um passinho para o lado.</p>
<p>Tudo é questão de saber se colocar. E de timing! A vida é timing!</p>
<p>Timing pra escolher seu canto na balada. Timing pra sacar quando um não quer e então dois ou mais não brigam. Timing pra pular fora. Timing pra pular dentro. Timing pra sacar a hora mesmo indecidida de sair da cama. Tendo ou não ouvido: &#8216;Eu te amo!&#8217;.</p>
<p>(Timing pra decidir ficar).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Puxa&#8230;</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/15/puxa/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 05:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Que coisa, não?
 
Hoje achei uma música muito legal que se chama Cecilia Ann e é do Pixies.. que coisa, né? Minha irmã acho que nem sabe da existencia do Pixies&#8230; (Guegué, vc conhece o Pixies?) e o nome dela é Ana Cecília. E, vamos combinar, que Ana Cecília não é Daniela&#8230; ou Camila &#8230; ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que coisa, não?</p>
<p> </p>
<p>Hoje achei uma música muito legal que se chama Cecilia Ann e é do Pixies.. que coisa, né? Minha irmã acho que nem sabe da existencia do Pixies&#8230; (Guegué, vc conhece o Pixies?) e o nome dela é Ana Cecília. E, vamos combinar, que Ana Cecília não é Daniela&#8230; ou Camila &#8230; ou Angie&#8230; ou Sílvia &#8230;. ou mesmo Kátia Flávia. Mas tem uma música de pirar, com o nome da minha irmã que quase não pira&#8230;. que coisa, não?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não é o meu, é o seu!</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2009/05/08/nao-e-o-meu-e-o-seu/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 05:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[    Que mesas de bar guardam segredos e surpresas não é novidade. Até eu que não tenho alto teor etílico costumo ter minhas particularidades com elas. De bar em bar (afinal, quem não tem mar corre pro bar), vamos construindo amizades das mais diversas. Do manobrista do vallet que torce para o mesmo time que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>    Que mesas de bar guardam segredos e surpresas não é novidade. Até eu que não tenho alto teor etílico costumo ter minhas particularidades com elas. De bar em bar (afinal, quem não tem mar corre pro bar), vamos construindo amizades das mais diversas. Do manobrista do vallet que torce para o mesmo time que você e portanto em dia de vitória é dia de desconto (ainda mais se seu carro for colorado também) ao staff.</p>
<p>  Em uma só noite o mesmo cenário pode presenciar dois encontros completamente inesperados ambos surpreendentes. Um aniversário comemorado com um bota-fora. Os dois irmãos com amigos em comum em torno de um amontoado de vinte pessoas em forma retangular.A irmã numa ponta e o aniversariante na outra, assim poderiam atender a todos.</p>
<p>  Eis que o ser indesejado por uma das convidadas entra no local, cinicamente a cumprimenta deixando-a boquiaberta e em uma atmosfera com gravidade mais pesada. Passa pela irmã e segue para o aniversariante. Esta, a irmã, olha imediatamente para a pessoa em choque e se explica, tentando evitar maior constrangimento, de que o convite não partiu dela, e sim dele, do aniversariante, que está tendo um caso com a fulana.</p>
<p> Desculpas e mais desculpas. Tudo bem, sem culpas, mas, com o ar pesado, os incomodados que se retirem. Bar seguinte, mas, não se preocupe, não é você, sou eu.</p>
<p> Tem aquele bar que é tão sua casa que você não consegue ir para casa, por mais tarde que seja, se dar uma passadinha. Ali, os amigos começam a aparecer ainda do outro lado da rua. Chama um, chama outro. Mesa pronta. Tres amigas e o namorado de uma delas. Até que em uma olhada um pouco mais apurada&#8230;. uma reconhece um rapaz.</p>
<p> Questiona para outra se não é o rapaz que ela teria flertado meses antes. A indagada jura de pé junto que não. A indagante fica com a pulga atrás da orelha. Tinha certeza que era ele. Lembrava perfeitamente. Minutos depois o rapaz se levanta e a indagante novamente diz ter certeza. Ainda com duvidas, a que deveria ser principal interessada, toma a frente da discussão e desafia a curiosa a perguntar ao moço qual o nome dele. Convite recusado. Mais uns minutinhos e o amigo do fulano é abordado ao passar pela mesa delas (e do namorado da terceira, que por ser das antigas, ouve todo tipo de abobrinha feminina).</p>
<p> Comprovado beltrano era ciclano. &#8216;Mas nossa! Ele engordou em poucos meses!&#8217;, &#8216;Peguei bem, hein? Ele ficou melhor, não ficou?&#8217;. As recordações de pouco mais de uma semana de affair recordaram à  curiosa que ela reconhecera um amigo dele quando este convidou a amiga para ir à um&#8230;bar! O amigo do cara seria o blind date. Não rolou. Eram amigos de infancia. Então, como quem gosta de passado é museu, um terceiro amigo naquela noite foi apresentado e , ao que constava da memória da esquecida do flerte, a amiga havia passado momentos interessantes com seu novo date.</p>
<p> Quando uma mulher conhece alguem seja lá onde for, as amigas em volta tem uma lista mental de check-up, visceral e inevitavel à qual inconscientemente o coitado passa. Cabelo assim, dente assado, roupa tal, jeito de não sei que, acho que tem pau pequeno, etc. A pessoa envolvida é dominada por uma hipnose quando se deixa levar. Sabe olfato, tato, paladar e audição. Visão é exclusivamente das amigas. Que são quem vai lembrá-la depois.</p>
<p> A questinadora, preocupada com o da outra, nem lembrava de seu próprio que como fosfosol veio à memória da primeira. A grande desculpa afinal é que se beija de olhos fechados e a grande culpa, quase sempre, é da mesa de bar.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>CADA UM TEM O JACKSON QUE MERECE??</title>
		<link>http://santamarofa.blog.terra.com.br/2008/12/08/cada-um-tem-o-jackson-que-merece/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 01:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Jackson Michael de Castro e Silva tem dezessete anos, nasceu em janeiro de 1991, sendo filho de pai e m&#227;e juntos e morador do Iraj&#225;, um bairro classe m&#233;dia n&#227;o t&#227;o pobre como outros da regi&#227;o, na baixada fluminense. 
Negro estilo Bronx de cor bem homog&#234;nea e escura, alto, magro (mas n&#227;o esquel&#233;tico), bem vestido, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#33cccc">Jackson Michael de Castro e Silva tem dezessete anos, nasceu em janeiro de 1991, sendo filho de pai e m&atilde;e juntos e morador do Iraj&aacute;, um bairro classe m&eacute;dia n&atilde;o t&atilde;o pobre como outros da regi&atilde;o, na baixada fluminense. </p>
<p>Negro estilo Bronx de cor bem homog&ecirc;nea e escura, alto, magro (mas n&atilde;o esquel&eacute;tico), bem vestido, o rapaz poderia ganhar um belo &lsquo;parab&eacute;ns&rsquo; numa baladinha high society. Poderia bem se aproveitar do lado bom da beleza est&eacute;tica para mudar seu padr&atilde;o de vida, mas, pelo menos no pr&oacute;ximo m&ecirc;s Jackson n&atilde;o dar&aacute; sequencia a isso. Nem a nada mais. </p>
<p>A escola foi interrompida antes da conclus&atilde;o do Ensino Fundamental, dentre suas companhias, a de uma garota n&atilde;o identificada, gr&aacute;vida, n&atilde;o se sabe se ela tem ou n&atilde;o uma rela&ccedil;&atilde;o com Jackson e se ele pode ou n&atilde;o ser pai do filho dela. Ali&aacute;s, n&atilde;o se sabe nem se ela realmente est&aacute; gestante. </p>
<p>Nossas vidas se cruzaram na Avenida Presidente Antonio Carlos com a Rua Nilo Pe&ccedil;anha no centro do Rio de Janeiro num inicio de tarde de domingo quando eu caminhava em dire&ccedil;&atilde;o ao Centro Cultural Banco do Brasil na Avenida 1&ordm;. de Mar&ccedil;o a um quarteir&atilde;o dali. Fui abordada de forma surpreendente: eu saindo da Maison de France e ele provavelmente tendo acabado de atravessar a Avenida em frente ao Tribunal de Justi&ccedil;a. </p>
<p>&ldquo;Passa a bolsa!&rdquo; &ndash; disse ele segurando meu pulso e puxando a bolsa do meu ombro direito por baixo do meu bra&ccedil;o que a travava. </p>
<p>A bolsa que eu ganhei da Lucia e &eacute; da 32&ordf;. Mostra de Cinema eu n&atilde;o larguei um segundo sequer. &ldquo;Passa a bolsa, solta! Solta!&rdquo; ele falava e eu retrucava: &ldquo;Que solta a bolsa o qu&ecirc;, moleque!&rdquo; e ele insistia: &ldquo;Encosta a&iacute;! Eu to armado, eu tenho uma pistola aqui!&rdquo; </p>
<p>N&atilde;o sei o que acontece comigo nessas horas. Sei que a indica&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima e geral &eacute;: entrega tudo! Mas, acho que &eacute; instinto ou gen&eacute;tica (porque minha m&atilde;e faz a mesma coisa) que imediatamente olhei para as m&atilde;os de Jackson e ambas estavam livres. Dei uma olhada geral na cintura e nenhum volume. Tive vontade de brincar com a palavra &lsquo;pistola&rsquo;, juro, mas me contive e disse: &ldquo;Que t&aacute; armado o qu&ecirc;, moleque!&rdquo; e ao repuxar minha bolsa, ele me rodopiou. </p>
<p>Como num cabo de guerra, no meio deste &lsquo;rodopio&rsquo; vi de canto de olho um seguran&ccedil;a inerte na porta do edif&iacute;cio garagem, na esquina de onde tudo ocorria e pensei gritar. Soltei um &ldquo;Eiiii&rdquo; e imediatamente surgiu uma carioca do estilo &lsquo;marrenta&rsquo; me mostrando a palma de sua m&atilde;o: &lsquo;Si tu grit&aacute; ti encho di porrada!&rsquo;, &lsquo;Quebro a tua cara branquinha!&rsquo; e eu falei ent&atilde;o: &lsquo;Ok, deixa eu pegar meus documentos, deixa eu pegar meus documentos!&rsquo;. </p>
<p>Foi neste momento que ela (ent&atilde;o j&aacute; era ela quem segurava a bolsa, Jackson s&oacute; observava e me intimidava) relaxou um m&iacute;nimo, ou, se distraiu com o barulho de sirene que eu tamb&eacute;m ouvi e ent&atilde;o puxei minha bolsa retomando-a para mim e sai correndo atravessando a Avenida. Gra&ccedil;as que n&atilde;o fui atropelada. </p>
<p>Corri para a viatura que caiu do c&eacute;u e disse aos policiais que j&aacute; estavam descendo do carro com arma em punho: &lsquo;Corre! Ali! Aqueles dois ali tentaram me assaltar!&rsquo; e imediatamente sa&iacute;ram correndo atr&aacute;s do casal que caminhava de costas para n&oacute;s calmamente tentando disfar&ccedil;ar. A rua estava deserta e ao perceber que estavam sendo seguidos, tentaram fugir. Pegaram primeiro ele, dois policiais o algemaram imediatamente enquanto ela gritava primeiro &lsquo;marrenta&rsquo;: &lsquo;T&ocirc; gr&aacute;vida! Num mi bati!&rsquo; e em seguida se fazendo de v&iacute;tima &lsquo;Solta o meu marido mo&ccedil;o! Ele n&atilde;o fez nada! A gente n&atilde;o fez nada!&rsquo; e virava-se para mim, que tive que ficar cara a cara com eles para dar o flagrante policial: &lsquo;Senhora (com a cara mais coitada do mundo), a gente s&oacute; foi pedir trocado, num &eacute;? Fala pra eles senhora!&rsquo; e ele, Jackson: &lsquo;Eu fiz alguma coisa pra senhora? Eu n&atilde;o fiz nada pra senhora.&rsquo;, quem os visse naquela situa&ccedil;&atilde;o ia me achar uma &lsquo;carrasca&rsquo; e n&atilde;o duvido que racista. Com certeza diriam que &eacute; porque s&atilde;o pobres e negros e eu tive um ataque de peru&iacute;sse. </p>
<p>O pior foi a cara de pau de me dizer essas coisas me olhando na cara, querendo &lsquo;tipo&rsquo; conversar. Gente, na boa, vai tomar no c&uacute;! Vai tomar no c&uacute;! Esse bando de filho da puta que rouba e assalta (tenho certeza que tinha droga envolvida nisso) e se faz de coitado. A&iacute; vem essa porra de merda de Direitos Humanos em cima e pra salvar os coitadinhos. De boa! N&atilde;o d&aacute; pra acreditar. </p>
<p>Bom, fomos todos pra delegacia. 15&ordf;. DP na Central. Foi ent&atilde;o que descobri que Jackson &eacute; menor e sua acompanhante provavelmente n&atilde;o, porem, esta n&atilde;o quis identificar-se, estava sem documentos e tal procedimento ser&aacute; feito apenas amanha via impress&atilde;o digital e descobrir&aacute; tudo sobre ela. H&aacute; cerca de quinze dias, o mesmo sargento que deu o flagrante a capturou na Pra&ccedil;a XV tamb&eacute;m no centro do Rio por pequenos furtos, mas o cag&atilde;o (ou cagona) da v&iacute;tima preferiu como tantos outros, passar a vida com medo e p&acirc;nico e n&atilde;o a acusou. Ela fez exatamente como procedeu comigo. Amedrontou a vitima e esta imbecil cedeu, dizendo que n&atilde;o se lembrava direito do que tinha acontecido. &Eacute; gra&ccedil;as a atos como esse que a sociedade est&aacute; como est&aacute;. </p>
<p>Sei que &eacute; dif&iacute;cil manter a cabe&ccedil;a fria, mas, eu sou mais uma vez a prova viva de que &eacute; a melhor forma de agir. N&atilde;o foi a primeira vez que isso me aconteceu. Estejam certos que quando esses desgra&ccedil;ados est&atilde;o realmente armados e com a arma carregada eles n&atilde;o brincam em servi&ccedil;o. Conhece: &lsquo;C&atilde;o que late n&atilde;o morde&rsquo;? Quem est&aacute; armado j&aacute; chega encostando o cano na sua cintura e a&iacute; n&atilde;o tem nem papo. Fato. </p>
<p>Jackson al&eacute;m de estar com as duas m&atilde;os livres vestia uma camiseta justa, onde se perceberia qualquer volume extra, sem falar nas bermudas que eram de um tecido leve sendo imposs&iacute;vel n&atilde;o identificar uma pistola ali. Se ele realmente tivesse um canivete ou coisa do g&ecirc;nero que pudesse caber em um bolso sem fazer volume expressivo, se realmente o possu&iacute;sse ele n&atilde;o perderia tempo em n&atilde;o me abordar diretamente com a arma, pois, em uma emerg&ecirc;ncia, o tempo h&aacute;bil para pegar um canivete ou o que quer que o valha e abri-lo e ent&atilde;o utiliz&aacute;-lo, seria muito arriscado para uma fuga da v&iacute;tima. Obviamente ele n&atilde;o o carregaria aberto correndo o risco de ferir a si pr&oacute;prio. </p>
<p>Fiquei um pouco angustiada quando vi a garota chegando, pois essa carregava uma &lsquo;sacolinha de supermercado&rsquo;, onde, ali sim poderia haver alguma arma mais perigosa. Ou de fogo ou simplesmente pedras que fossem atiradas ou utilizar a sacola para me &lsquo;encher de porrada&rsquo; como ela mesma falou. </p>
<p>Contei com o fator &lsquo;papai do c&eacute;u&rsquo; e &lsquo;sorte&rsquo; claro. Se a viatura n&atilde;o tivesse chegado, eu ia ter que correr muito mais para fugir deles. </p>
<p>Depois da descoberta da menor idade do autor, fomos todos em viaturas separadas &agrave; Delegacia especializada em adolescentes. Foi onde descobri o nome dele e vi sua ficha criminal de cinco p&aacute;ginas e um detalhe que me chamou aten&ccedil;&atilde;o: Estado Civil &ndash; Desquitado. Aos dezessete anos. Jackson n&atilde;o era novato ali. Vai completar dezoito anos na pris&atilde;o de menores e ser&aacute; transferido para a penitenciaria por pelo menos dois meses (j&aacute; que sua pena m&iacute;nima ser&aacute; de tr&ecirc;s meses devido seu triste hist&oacute;rico). Ele ir&aacute; para audi&ecirc;ncia em uma semana. </p>
<p>A outra garota, a que se diz gr&aacute;vida, vai fazer exames e amanh&atilde; ficar&aacute; atestado se est&aacute; realmente gr&aacute;vida, qual seu nome e sua real idade. Provavelmente Jackson n&atilde;o &eacute; o pai e provavelmente eles sequer s&atilde;o amigos. Era tudo um negocio. Eles acreditavam que eu era &lsquo;gringa&rsquo;. Outra quase certeza &eacute; que ela &eacute; maior de idade e, para escapar da penitenciaria mentiu. </p>
<p>O triste &eacute; que se ela realmente estiver mentindo, nada ser&aacute; agravado, o juiz considera pela lei &lsquo;legitima defesa&rsquo;. Ela pode mentir para tentar se defender. &Eacute; isso que o Estado ensina: mentir n&atilde;o tem problema. </p>
<p>Agora, o mais triste foi a hora que fui dispensada. Estavam telefonando para os pais de Jackson. Eles iam ser chamados na Delegacia para saber que o filho est&aacute; preso. Mais uma vez. No entanto, acho dif&iacute;cil um pai e uma m&atilde;e se acostumarem com esse tipo de noticia. </p>
<p></font></p>
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		<title>O QUE FOI QUE EU VIM FAZER AQUI?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 01:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lalafazoli</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Era essa a pergunta que n&#227;o saia da minha cabe&#231;a hoje de manh&#227; quando me vi entrando na no teatro da Maison de France aqui no Rio de Janeiro, num domingo. O fato de ser um domingo (gra&#231;as que domingos no Rio s&#227;o bem menos deprimentes que os domingos paulistanos) e ser no per&#237;odo matutino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#33cccc">Era essa a pergunta que n&atilde;o saia da minha cabe&ccedil;a hoje de manh&atilde; quando me vi entrando na no teatro da Maison de France aqui no Rio de Janeiro, num domingo. O fato de ser um domingo (gra&ccedil;as que domingos no Rio s&atilde;o bem menos deprimentes que os domingos paulistanos) e ser no per&iacute;odo matutino at&eacute; que n&atilde;o estava me afetando. O primeiro momento do questionamento foi ao descer as escadas do teatro e ouvir vozes e sons fazendo vocalizes completos de todas as escalas musicais poss&iacute;veis e imagin&aacute;rias. E eu. <br />Bom, vamos combinar que eu canto. Sim, canto. Mas n&atilde;o sou cantora l&iacute;rica. J&aacute; tive banda e os azulejos do banheiro nunca trincaram. N&atilde;o por isso. <br />H&aacute; uns meses atr&aacute;s pediram meu curr&iacute;culo para uma audi&ccedil;&atilde;o de musical. Achei esquisito, mas, mandei. N&atilde;o responderam. Ok, eu nem esperava mesmo. Por&eacute;m, eis que na semana passada retornaram j&aacute; com minha data de teste agendada. Eu reafirmei que n&atilde;o era cantora, em v&atilde;o. <br />Peguei o Mil e Um ontem no fim da tarde e desci. Cheguei, dormi e as 9h30 de hoje l&aacute; estava eu. <br />Eu sempre achei essa galerinha que sabe tudo de musicais e dan&ccedil;a que nem nos musicais e canta como nos musicais um bando de &lsquo;disneyzete&rsquo; chatos que n&atilde;o conhecem a pr&oacute;pria realidade e deslumbram-se com um mundo que n&atilde;o lhes pertence. Sim, isso &eacute; doen&ccedil;a. &Eacute; s&iacute;ndrome da fadinha. &Eacute; gente que n&atilde;o conhece Chico Buarque mas sabe &lsquo;A Pequena Sereia&rsquo; de cor, em todos os tons. <br />Agora, hoje, estavam ali as exce&ccedil;&otilde;es. Uma menina (Maira Sab&oacute;ia) que eu nunca tinha ouvido falar, mas, pelo que entendi por ali, foi comparada &agrave; Marisa Monte e carregava consigo um Sogbook do compositor de &Oacute;pera do Malandro e Saltimbancos entre outros. <br />Meu n&uacute;mero &eacute; (porque embora j&aacute; saiba qual vai ser ainda n&atilde;o recebi resultado oficial) o 051, uma boa id&eacute;ia. Aguarda que aguarda. Um vocalize aqui, um bruuuuuuuu ali, um psi-psi-psi ali, exibi&ccedil;&otilde;es mil de todos os lados. A pr&oacute;pria Brodway Tupiniquim no mau sentido. <br />Por fim meu numero e, quem iria come&ccedil;ar: eu! <br />Subi tremula e mostrei a partitura cifrada de &lsquo;I got what I want&rsquo; (Grease) e &lsquo;O Meu Amor&rsquo; (&Oacute;pera do Malandro). O m&uacute;sico, muito atencioso que estava atr&aacute;s de um teclado, n&atilde;o as conhecia e sugeriu que eu cantasse a capela. <br />Ok. Cantei bem afinadinha, bem direitinho e at&eacute; dei umas improvisadas. Sem afeta&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o dei pulinhos, nem risadinhas, nem sorrisinhos, nem fiz jeitinhos. Fiquei na minha. Por outro lado tamb&eacute;m n&atilde;o fui de salto, tampouco no estilo: mam&atilde;e que me vestiu. Si, ainda sou obrigada a aturar isso. <br />Depois de mim no mesmo grupo. Uma menina muito boa, uma outra metida a &lsquo;Rosana&rsquo; (como uma deusa), uma &lsquo;garotinha&rsquo; que h&aacute; muito j&aacute; passou dos 30 cantando o tema de Ariel, a Sereiazinha, com direito a micro-di&aacute;logos e caras e bocas que ela &lsquo;adora!&rsquo;. Por fim, um tal cujo sobrenome original (Azevedo) foi trocado para Hell. Devo dizer que do pouco ou quase nada que entendo de musicais, eles desafinaram. <br /></font></p>
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