Santa Marofa

Devaneios, certezas e principalmente incertezas. Criado por Laura Fazoli

terça-feira, 22 de julho de 2008

IT´S GONNA BE ALLRIGHT – CADÊ??!!

Pedi a chave cópia que não havia e fui para casa fuçar nas coisas de meu pai, o Professor. Achei! Nesse ínterim deixei as minhas bagagens na portaria com o Cabral e coloquei o Wander para dentro, coitado, como se agora adiantasse.

Peguei minhas coisas na portaria e entrei no pequeno. Tudo lá, parti sacolejando pelas ladeiras do Pacaembu até as ladeiras de Perdizes onde era minha reunião. Como deixei o possante na rua, pensando na minha maré de ’sorte’, achei melhor levar comigo a bolsa com tudo.

Deixei em um canto e só peguei novamente ao sair, levando-a novamente ao automóvel e com ele indo até a ‘boca’. Ao chegar lá, e de vidro fechado, hein… Cadê a câmera? Não estava.

Mexi o carro inteiro (que não é nem um pouco grande) e… nada! Voltei para casa, fucei o Wander e … nada! Fucei a casa toda (parte da mãe e da avó), fucei o gurgel de novo, fucei a portaria, fucei os elevadores, fui no local da reunião e… nada! Nada, nada, nada!

Desespero. Tive que deixar Wander na UTI (Seu Geraldo, o funileiro) e pegar o Gigante Branco do meu pai que estava lá. Não tive temo d eolhar de novo dentro dele e isso me dá úlceras.

No fim do dia, casa. telefonema dos amigos: ‘Nada ainda?’ - ‘Nada!’, respondo. Heitor foi o mais solicito. Todos ouviram minhas mazelas até o Del, da portaria.

Falar para a Rafa? Não falar? Esperar? Mas o quê? Eu sempre preferi a verdade desde o começo, mas, tem tanta coisa que eu prefiro que já aprendi que para os outros é o oposto, que prefiro esperar.

Úlceras.

Como eu vou dizer pra Rafa que ela me emprestou algo querido e eu não sei dizer o que aconteceu com seu objeto de estima depois de um ano de bons tratos? Sim, óbvio que lhe darei outras, a que quiser, a que for, isso é o de menos. O problema é que não vou lhe dar a SUA câmera! Isso me corrói. Eu tenho que achar! Tenho!

(continua)

criado por lalafazoli    02:23:57 — Arquivado em: Sem categoria

IT´S GONNA BE ALLRIGHT – O SEXO E A CIDADE.

Como não ia conseguir trabalhar de jeito nenhum, fugi para o cinema. Peguei o Gigante Branco e corri para o Bristol onde teria a última sessão de Sex and The City - O Filme.

Eram 20h34 quando consegui sair de casa. O filme começava as 20h30.

Corri. Corri mesmo e sem medo. Dei buzinaço e andei na faixa de ônibus. Ah! E xinguei um cara num Ford ‘Ku’ vermelho que estava me irritando.

Estacionei. Subi galgando os degraus de dois em dois. Furei a fila, mas antes tentei explicar em vão se não poderia passar na frente, afinal meu filme já tinha começado. Então, quase com lágrimas nos olhos pelo péssimo dia, fui a um guichê vazio e contei minhas desgraças:

- Moço, fiquei quatro horas cultuando o Senhor, quase morri de fome e não achava nenhuma padaria aberta, arrombaram meu carro, a câmera de uma melhor amiga sumiu sob minha responsabilidade e eu quero ver um filme que já começou porque não consegui sair de casa antes.

Com os olhos fixos em mim, ele nem olhou minha declaração falsificada de carteirinha de estudante e me deu um ingresso. E disse: me DEU um ingresso. De dó mesmo!

Nem parei pra pensar. Agradeci e subi galgando os degraus desta vez de três em três. Foi a melhor coisa que eu fiz, acho que na semana que nem começou ainda.

É impressionante como me identifico com essa trama. E ali eu estava sozinha, rindo de mim mesma.

Vamos deixar os comentários cinematográficos para outra ocasião, mas, foi muito bom ampliar literalmente e esmiuçar e ver os outros colocando meus achares e sentires para fora na mais perfeita ‘ficção’.

Rapidinho, só de situações EU NUNCA:

- EU NUNCA vi nem vivi um relacionamento que não sei se ‘é namoro ou amizade’, ou ‘amizade colorida’, ou ‘amigo de foda’, ou simplesmente ‘melhor não rotular senão estraga’ (aliás, segundo o filme e eu tenho ahado também, essa recíproca é verdadeira).

- EU NUNCA guardei um segredo, que na verdade não é nada, mas, que perante as circunstancias coincidentes e as pessoas envolvidas se tornam um estopim que te fazem magoar os outros.

- EU NUNCA me senti pior ainda por ter feito algo sem pensar nem querer nem imaginar a uma amiga querida e levar um tremendo ‘vácuo’ te fazendo correr atrás da pessoa desesperadamente sem parecer que essa pessoa é aquela querida e íntima e que você nunca imaginou que … ‘até ela!’.

- EU NUNCA dormi tres dias e tres noites sem comer para enterrar de vez um imbecil que me fez fazer papel de idiota na frente de um monte de gente.

- EU NUNCA senti movimetos peristálticos indicando que o laxante está fazendo efeito … claro que isso não acontece quando você está sozinho dentro de casa com a porta do banheiro aberta ….

- EU NUNCA passei um Reveillón sozinha, pensando que todo mundo está estourando fogos e ’só eu’ estou aqui sozinha comendo miojo ou o que quer que o valha (se é que vale algo).

- EU NUNCA desculpei um cara porquê eu AMO deixando todas as amigas para as quais foram falados verdadeiros impropérios sobre o fulano se acharem umas idiotas por terem dito o que realmente acham dele em seu momento de fúria. E depois foi lhes procurar para dizer ‘que não era beem aquilo que foi dito’.

(to continued…)

criado por lalafazoli    02:21:28 — Arquivado em: Sem categoria

IT´S GONNA BE ALLRIGHT – REAL VALOR

Enfim, poderia citar muitas similaridades, mas, fico com a cena que o carro da Carrie-noiva breca na 5th Avenue poucos metros depois de cruzar com o de Big-noivo em fuga vindo na contramão. Ela desce do carro e em silêncio, com toda a fúria do mico que pagou lhe destrói o buquê de rosas brancas ‘na porrada’. Entra no carro amparada pela amiga Charlotte-ombro amigo e deixa-o sozinho e perplexo. No coração do mundo. Digna de gangstêr.

Bom, ao final, algo interessante. Comecei a conversar com uma pessoa muito simpática no elevador. É mulher e poderia ser minha mãe (digo isso porque ela me contou as idades de seus filhos). Também adorou o filme e também foi sozinha. Como a maioria das que estavam lá, tirando três amigas de algum estado acima do Rio de Janeiro, empolgadíssimas ao meu lado, a quem tive que soltar diversas vezes um ’shiii’. Salvo também uma garota que estava na fileira de trás. Ela estava com o namorado e o goiaba comeu mexerica o filme todo deixando aquele perfume … Filmexerica!

Voltei para casa mais uma vez e achei melhor ligar para a Rafa. É, contar tudo de uma vez. Melhor a verdade, nada mais que a verdade. E foi o que fiz. tenho certeza que vou encontrar a cãmera, mas, agora ela já sabe.

Eu nem preciso dizer o quanto eu amo a Rafa. As reações dela são muito parecidas com as minhas. Até agora ela me deu um feed back igual ao que eu daria, que foi simplesmente entender. Viu que não pe de jeito nenhum irresponsabilidade minha. Eu vou achar!

O pior não é o valor mercadológico, é a responsabilidade, seja o valor que for, com as coisas dos outros. Ela podia ter me emprestado uma caneta Bic que gostasse e me pedisse de volta. Se eu perdi seja lá por que motivo e circunstância for, o que eu deveria devolver para ela era aquela caneta Bic. Eu dou uma Mont Blanc para reparar o bem material, mas, a caneta dela, que ela me emprestou, era uma Bic. A Bic dela. Que ela me emprestou.

Mas eu vou achar! Glória a Deus que eu vou achar! (hehehe).

O que mais me importa, e para a Rafa também, acredito nisso, ela me mostra isso, é o espírito. É a intensão.

Se outra vez o Mr P. me perguntar como vai a minha espiritualidade, acho que vou entender como ‘Como vai para você o que realmente vale a pena’?

Não tenho resposta. Cada um tem a sua verdade. A minha é que minha espiritualidade está nos meus amigos. Na minha turma heterogênea mas com alguma coisa em comum. Não é o carro, eu compro outro até melhor, mas, é o ato. A agreção. É o meu carro. O meu espaço. Que estava num espaço de milhões de pessoas, onde cada um deveria ficar na sua. Não é o dízimo, é a Igreja lotada. Não é o ingresso do cinema e o ticket do estacionamento, é a história. É o sorriso do Mr. P.

O que realmente vale a pena.

PS: Só para terminar. Sentei para tomar a ceia com minha avó, peguei um queijo comprado ontem na Bella Paulista. Mofado! Melhor ir dormir.

criado por lalafazoli    00:22:48 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Saudade…

Saudade de ligar a qualquer hora,
Saudade de ir tomar um café no fim do dia, ou do trabalho, o que acabar antes, só pra se ver
Saudade de ficar horas e horas conversando na porta do prédio deixando uma pulguinha atrás da orelha do segurança
Saudade de dar risada junto
Saudade de não ter frio na barriga toda vez que penso em telefonar
Saudade de ter a certeza de fazer parte
Saudade de não chorar
Saudade de companhia
Saudade da ‘meia branca de bota branca e a imbatível limosine branca com uma noiva de branco dentro’.
Saudade de ‘atrás cê descobre…’
Saudade da Dennniiise
Saudade de dizer:’Tô carente, me liga?’, ‘Tô carente, fala comigo?’
Saudade de entrar no msg e ver uma janelinha offline: “Lá?”
Saudade de nem sei ….
Saudade de você …
E a gente nem namora hein ….

 

criado por lalafazoli    20:22:35 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 9 de julho de 2008

‘Não pára, não pára, não pára!’

Calma galera. Menos. Bem menos imaginação. Não estou me referindo àquilo e muito menos àquele outro. Trata-se de algo muito mais pornográfico e muito mais agressivo que sexo e Corinthians (’u Curíntia!’).

Adotei o refrão dos torcedores toda vez que estou empacada no trânsito dessa cidade caótica que é Sampa City. Ou seja, eu canto isso toda hora. É na Vinte e Três, é na Bandeirantes (que eu pego pouco graças a Deus), é na Marginal (blaaaargh!), é até aqui na Angélica que vamos combinar tem hora que é uó!

Eu e Wander Prata (sim! se escreve com ‘w’!), meu simpático popular, desbravamos os caminhos esburacados dessa vida Off Road, On the Road (ou, como me disse a vendedora da livraria da rodiviária do Tietê quenado pedi pelo clássico de Kerouac - ‘Serve ‘O pé na estrada’?').

Com o tempo a gente vai percebendo algumas peculiaridades do tráfego paulistano. Por exemplo: Taxistas. Gente! Taxista é uma raça! Impressionante. Eu posso afirmar isso de carteirinha, pois, o passado negro de Tio Fazoli o entrega: em épocas de vacas magras ele foi taxista. Sim. Eu sou filha de um ex-taxista feliz e reconciliado com seu Black Past (Tense!).

Ao tema. Pode vir o sindicato que for falar merda pra mim sobre o assunto. Pode me denunciar por difamação mas não por calúnia (meu advogado é bom!).

TAXISTAS ANDAM NO MEIO DA FAIXA BEM DEVAGAR. ELES VÃO DEVAGAR PRINCIPALMENTE QUANDO ESTÃO COM PASSAGEIRO (PARA COBRAR MAIS) E QUANDO ESTÃO SEM PASSAGEIRO (PARA PEGAR OS TROUXAS), OU SEJA: SEMPRE! 

No Rio, por exemplo, que tem muito mais táxi que em São Paulo e eles são muito mais feios porque queriam ser nova-iorquinos e não são (tem coisa mais feia do que querer parecer o que não é?), eles correm. E correm bem. E acho até que é mais barato. Lá parece que sem eles a cidade não anda. Aqui com eles a cidade pára!

Há também as pecualiaridades bairristicas em São Paulo. Aqui no meu bairro por exemplo, em Higienópolis e adjacências, o que mais tem é velhinho naquelas banheiras enoooormes e caréééésimas. Aí eles andam no meio das faixas, a dois por hora, grudados no vidro. Isoo quando chegam até o vidro, porque as vezes a impressão que dá é que não tem ninguém dirigindo.

Quando está certo de que é assombração um carro andando sozinho ou vai chamar a polícia pois tem um carro desgovernado, percebe uns fiozinhos de laquê ou de gomalina na altura da buzina. Esteja certo: lá tem um velhinho. O pior é que ao ver sua cara de espanto, ele ou ela simpaticamente sorriem olhando pra você!

- Olha pra frente meu senhor!!! Olha o posteee!!!

E quando é horário de escola ou faculdade então?! Além dos típicos tem as típicas peruas (no amplo sentido) de Higienópolis. Ou que nem são daqui mas que ficam botando uma banca pra desfilar seu carrão pelo bairro.

Tudo bem. Chega deste reduto. Em outro canto da cidade por exemplo, como a Zona Leste (entenda-se Zona Leste a região que a Radial abrange, esqueça-mos a Zona Lost que é a que a Aricanduva ou a Rio das Pedras abrange). Na zolé - para os íntimos, temos varios ‘manos’ com seus carros tunados. Pior é que muitos ali tem grana mesmo, tipo o pessoal do Anália Franco. Vai pegar a Radial, vai! Quando não está parada nos horários de pico dou um prêmio pra quem conseguir trocar de faixa sem levar buzinaço.

Buzinaço é outro departamento.

Outra zona: Zona Norte. Tirando algumas exceções, nunca vi tanta lata-velha junto! Mesmo. E olha que eu sou daquelas que gosta de carro antigo. Mas antigo não é a mesma coisa que VELHO!

Olha só, pensei em algumas dicas para melhorar o próximo ‘Eu Nunca’ (aquela brincadeirinha tipo jogo da verdade que sempre acaba com um ‘clima’ esquisito entre os jogadores):

1) EU NUNCA quis matar um motoboy da Consolação

2) EU NUNCA quis matar um motoboy da Rebouças

3) EU NUNCA quis matar um motoboy de qualquer lugar e ponto.

4) EU NUNCA gritei e tive vontade de bater a cabeça no volante.

5) EU NUNCA fiquei parado pelo menos 3 vezes no semáforo da Henrique Schaumann com a Rebouças.

6) EU NUNCA maldisse todas as gerações do filha da mãe do marronzinho que me multou no dia de rodízio.

7) EU NUNCA maldisse todas as gerações do filha da mãe do motorista do carro que parou no amarelo em cima da faixa e eu não passei.

8) EU NUNCA pensei em fazer um curso de tiro para acertar o motorista da Kombi velha que surge na frente do meu carro sempre que eu estou morrendo de pressa.

9) EU NUNCA andei na faixa de ônibus com o pisca-alerta ligado.

10) EU NUNCA esqueci meus preceitos socialistas ao deparar-me com um caminhão de lixo e com os lixeiros correndo atrás do suado pão de cada dia pegando nossos restos.

11) EU NUNCA brequei em cima para o infeliz de trás bater no engate! (Hehehe)

12) EU NUNCA me preocupei em beber e dirigir, afinal, meu carro tem a tecla ‘Home’.

13) EU NUNCA jurei que aquela multa não era minha e sim do meu irmão.

14) EU NUNCA dei totó fazendo baliza.

Bom, chega né? Me deixem sugestões nos comentários.

Fica aqui minha indignação com esse trânsito e, só pra completar algumas dicas de seleção musical para este momento cotidiano solene de nós, paulistanos:

- ‘Canto de Osanha’ de Vinicius de Moraes, com Elis Regina. Motivo: ‘O homem que diz vou / Não vai / (…) / Vai, vai, vai, vai / Não vou / Vai, vai, vai, vai / Não vou ‘ -

- ‘Jesus Cristo’ do rei, com o rei. Motivo: Essencial para os momentos de desespero.

- ‘Qua-qua-rá’ não sei de quem, mas a Elis canta. Motivo: Ao desvencilhar-se, porque uma hora, você sai dessa.

- ‘Carcará’ acho que do Zé Keti, mas a Bethânia que canta. Motivo: Naquele momento que o motoboy te deu um buzinaço e você tomou um puta susto.

 

criado por lalafazoli    22:09:25 — Arquivado em: Sem categoria

sábado, 1 de março de 2008

Welcome again

Hey people! Tô de blog novo! Quem quiser ver posts anteriores, por favor acesse: http:\toquesdalala.zip.net

 

criado por lalafazoli    18:18:24 — Arquivado em: Sem categoria
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